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A auditoria interna no processo de Governança Corporativa no setor governamental.
Publicada em 28/03/2016 por da redação Crossover, por Eduardo Person Pardini


São Paulo -  O setor governamental tem trabalhado fortemente no processo de fortalecimento dos fundamentos da governança corporativa de seus organismos. Aparentemente este processo tem acontecido com maior foco do que tenho visto acontecer no setor privado.

O TCU – Tribunal de Contas da União, tem tido papel importante neste processo como o grande motivador para que as empresas, as administrações diretas e indiretas, trabalhem em dois grandes pilares: gerenciamento de riscos e no fortalecimento dos órgãos de controle interno.

Tenho nos últimos anos visualizado este processo de perto, ministrando e apoiando a capacitação dos centros de controle interno nos três poderes, passando pelas Forças Militares, Senado Federal e Câmara dos Deputados, Gabinete da Presidência, Tribunais Superiores e Estaduais, Controladorias gerais, Tribunais de Contas, empresas públicas, e outros órgãos estaduais e municipais. Fica evidente o esforço realizado na capacitação e instrumentalização dos órgãos de controle, pois são os condutores das boas práticas de gestão e do processo ético nestas organizações.

Precisamos entender que governança corporativa no setor público, segundo o TCU é um conjunto de mecanismo de liderança, estratégia e controles postos em prática para avaliar, direcionar e monitorar a gestão, com vistas à condução de políticas públicas e à prestação de serviços de interesse da sociedade.

Os organismos internacionais reconhecem que a melhoria da gestão pública é essencial para preservar a confiança da sociedade, determinando o equilíbrio de poder entre os cidadãos, representantes eleitos, alta administração, gestores e colaboradores, prevalecendo desta maneira o bem comum, e não os interesses de pessoas ou grupos.

A sociedade deve demandar que as organizações públicas contem com estruturas de governança que possibilitem garantir a transparência de suas atividades, o comportamento ético e integro de seus servidores, e o cumprimento das Leis, regulamentações e normas.

De acordo com o Banco Mundial, o processo de monitoramento para saber se as ações planejadas foram executadas de forma efetiva, é de extrema importância para promover o “accountability”, isto é, a responsabilidade pela prestação de contas sob os processos e/ou programas.

Neste quesito a auditoria interna, em alguns organismos conhecida como controle interno, exerce importância indiscutível para o processo de governança. Como sabemos a auditoria é uma atividade independente para avaliação da eficiência e eficácia do gerenciamento de riscos, sistema de controle interno e governança.

Para isto a auditoria interna do setor público, o qual tem concentrado seus trabalhos em auditoria de regularidade e/ou conformidade, deve desenvolver mais trabalhos de auditoria operacional, utilizando a metodologia de avaliação baseada em riscos.

A aplicação do trabalho de auditoria operacional oferece a possibilidade de se avaliar a eficácia, eficiência, efetividade e economicidade dos processos e fluxos operacionais, resultado em recomendações para a melhoria, direcionamento da boa governança e da otimização dos recursos disponíveis.