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Criar fundamentos de governança deve estar na agenda de todo executivo em 2015.
Publicada em 08/01/2015


Quando analisamos os fundamentos econômicos e os prognósticos realizados por empresas especializadas, fica claro que 2015 não será um ano fácil para as organizações. Mercado interno em retração, inflação acima da meta, a moeda americana pressionada, mercado global enfraquecido, noticias de corrupção, e muitos outros fatores que devem impactar fortemente os resultados das corporações.

Sabemos que, fora a enfraquecido mercado interno e os problemas com a nossa economia, o mundo dos negócios, a cada dia que passa, se torna mais complexo, mais globalizado, mais competitivo, e muito mais conectado. Todos estes fatores tem forte impacto nas corporações, e exigem que as empresas tenham um cuidado constante com a qualidade dos fundamentos de governança existentes em sua operação.

A difusão de uma cultura de gestão de riscos na corporação é um atributo essencial para o processo de criação de valor e para a maximização dos resultados A volatilidade dos mercados, maior complexidade do ambiente de negócios, e as novas regulamentações, faz da gestão de riscos corporativos um fator determinante para o sucesso da empresa, criando fundamentos básicos para a condução do processo de criação de riquezas através da maximização dos resultados previamente planejados.

Para isto, as empresas devem contar com um robusto programa de gestão baseado nas melhores práticas de governança, programa este que deve fazer parte da agenda de todos os executivos. As lideranças devem atuar fortemente, no minimo, nos seguintes fatores:

  1. Detalhado conhecimento dos diversos processos de negócio obtido através do mapeamento dos processos operacionais,
  2. Identificação e avaliação dos riscos operacionais e corporativos,
  3. Identificação dos pontos de vulnerabilidade para fraude e corrupção nos diversos processos de negócio,
  4. Identificação, avaliação e alinhamento dos controles internos aos riscos inerentes dos diversos processos mapeados,
  5. Reforçar o ambiente interno com a implementação de um código de ética, valores e melhores práticas de gestão,
  6. Contar com uma efetiva política de compliance,
  7. Periodicamente reforçar aos colaboradores, a importância do atendimento à ética e melhores práticas de gestão através de workshops, e
  8. Ter uma auditoria interna alinhada aos negócios, dentro das normas internacionais de auditoria.

Nunca é tarde para começar este processo, e o custo de não fazer nada para fortalecer a organização pode ser mais custoso do que atuar proativamente.